domingo, 31 de julho de 2011

Marcha da Maconha 2011 - Rio de Janeiro


É isso q jah quer? =/

pulitzer-1994.jpg
Ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1994 e publicada pelo The New York Times, a foto foi tirada em 1993 no Sudão, pelo fotógrafo sul-africano Kevin Carter(1960-1994). Esta descreve uma criança faminta sem forças para continuar rastejanado para um campo de alimento da ONU, a um quilômetro dali. O urubu espera a morte desta para então poder devorá-la.
Carter disse que esperou em torno de vinte minutos para que o urubu fosse embora, mas isto não aconteceu. Então rapidamente tirou a foto e fez o urubu fugir dali, açoitando-o. Em seguida, saiu dali o mais rápido possível.
O fotógrafo criticou duramente sua postura por apenas fotografar, mas não ajudar, a pequena garota: “Um homem ajustando suas lentes para tirar o melhor enquadramento de sofrimento dela talvez tambem seja um predador, outro urubu na cena.”, teria dito.
Um ano depois o fotógrafo, em profunda depressão, suicidou-se.
O paradeiro da criança é desconhecido.
Eu estou depressivo… sem telefone… dinheiro para o aluguel… dinheiro para o sustento de criança… dinheiro para dívidas… dinheiro!!!… Eu estou sendo perseguido pela viva memória de matanças, cadáveres, cólera e dor… pela criança faminta ou ferida… peloss homens loucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policial, assassinos…Trecho de sua carta de suicídio

Reggae e suas vertentes

 Reggae é um gênero musical desenvolvido originalmente na Jamaica do fim da década de 60, o ritmo divide-se em dois subgêneros, o "roots reggae" (raízes do reggae) e o "dancehall reggae", que é originário da década de 70.

 O reggae é associado ao movimento religioso rastafári, que, de fato, influenciou muitos dos músicos apologistas do estilo reggae nas décadas de 1970 e 1980, porém, de qualquer maneira, o reggae trata de vários assuntos, não se restringindo à cultura rastafariana, como o amor, o sexo e principalmente a crítica social.

 Embora por vezes seja usado num sentido mais amplo para se referir à maior parte dos tipos de música jamaicana, o termo reggae indica mais especificamente um tipo particular de música que se originou do desenvolvimento do ska e do rocksteady.
O reggae se baseia num estilo rítmico caracterizado pela acentuação no tempo fraco, conhecido como skank.
 O estilo normalmente é mais lento que o ska porém mais rápido que o rocksteady, e seus compassos normalmente são acentuados na segunda e na quarta batida, com a guitarra base servindo ou para enfatizar a terceira batida, ou para segurar o acorde da segunda até que o quarto seja tocado. É principalmente essa "terceira batida", sua velocidade e o uso de linhas de baixo complexas que diferencia o reggae do rocksteady, embora estilos posteriores tenham incorporado estas inovações de maneira independente.
O cantor e compositor Bob Marley é o ícone deste estilo musical, conhecido mundialmente gravou álbuns na década de 70.
 Como um termo musical apareceu pela primeira vez no hit de 1968 "Do the Reggay", dos Maytals, porém já era usado em Kingston, capital da Jamaica, como nome de uma dança mais lenta e de um estilo de rocksteady, como declarou o artista do gênero Derrick Morgan.
 Embora tenha sido influenciado fortemente pela música tradicional africana e caribenha, assim como pelo rhythm and blues americano, o reggae traça sua origem direta ao desenvolvimento progressivo do ska e do rocksteady na Jamaica da década de 1960.

O ReggAE no bRasIL

Leo Vidigal

reggae está presente no Brasil há muito tempo, mas se desenvolveu de forma diferenciada em cada região, situação que se reflete hoje na forma como ele é compreendido e aceito no país. Um estudo histórico rigoroso sobre como o ritmo jamaicano chegou a nossas praias e praticamente se incorporou à cultura brasileira ainda está para ser feito, mas podemos traçar alguns caminhos para entender como chegamos até aqui.


Talvez o nosso primeiro contato com o reggae tenha sido a apresentação de Jimmy Cliff (foto acima) em um dos Festivais Internacionais da Canção, que aconteceram no fim dos anos 60. Logo depois Caetano Veloso cantaria que desceu a Portobello Road, em Londres, ao som do reggae, o que foi estabelecido como a primeira menção à palavra "reggae" na música brasileira (e não o primeiro reggae composto aqui, como alguns chegam a escrever). Vale dizer que nesta época tal nome só era conhecido entre os jamaicanos e seus descendentes que moravam em Londres e outras cidades inglesas (e no Canadá, Estados Unidos etc). Experiências com o ritmo foram tentadas por Jards Macalé, Luís Melodia e outros, mas foi Gilberto Gil (foto ao lado, de Lívio Campos) quem levou tal influência mais a sério, vendendo mais de 500 mil cópias do compacto de "Não chores mais", a versão de "No woman no Cry", de Bob Marley.

Enquanto isso no Pará, Maranhão e na Bahia, o reggae também começava a conquistar corações e mentes da população, o que pode ser explicado pela semelhança dos ritmos locais com o da ilha caribenha, que afinal vieram da mesma raiz, a mãe Africa. Apresentado ao ritmo por um vendedor de discos paraense, o dono de radiola Riba Macedo começou a tocar o reggae entre os forrós e merengues que tocava em São Luís. Logo o som caiu nas graças dos maranhenses (ver mais detalhes no artigo "A Dança e a música jamaicana").No Rio, São Paulo e Belo Horizonte, alguns bailes reggae têm lugar na periferia. Júlio Barroso (aliás o disco que Riba Macedo levou primeiro para o Maranhão foi o "Reggae Frontline", que teve as notas escritas por este jornalista e vocalista da banda Gang 90,falecido em 84), no Rio e Otávio Rodrigues, em SP, começam a divulgar o ritmo no sulmaravilha. Os primeiros discos foram lançados por aqui. Chico Evangelista canta o "Reggae da Independência" e Raimundo Sodré fica famoso com o reggae "A Massa", cantado num festivaL no início dos anos 80. Bob Marley vem ao país e promete voltar com o Inner Circle para uma turnê em toda a América Latina.Peter Tosh se apresenta com grande sucesso no Festival de Jazz de São Paulo. O reggae parece que vai decolar de vez em nossas terras. Mas a tragédia acontece: Marley morre de câncer aos 36 anos, em 11 de maio de 1981. Para muitos é a morte do reggae.

Nem a vitoriosa turnê de Gil com Jimmy Cliff pelo país consegue convencer as gravadoras e os meios de comunicação do contrário. Sobre a turnê, uma revista de (des)informação publica um artigo dizendo algo como "agora que o reggae morreu ele chega ao Brasil". Os discos pararam de chegar como antes. Sorte dos donos de radiola no Maranhão, que começam a ganhar dinheiro trazendo discos de reggae de fora para tocar nos bailes, cada vez mais populares. É a cultura da "exclusividade" que até hoje vigora por lá.

Marginalizado, o reggae se recolheu ao underground, mas não ficou parado. As primeiras bandas e fã-clubes brasileiros começam a surgir. Marco Antônio Cardoso funda o Fã-Clube Bob Marley de São Paulo e Mariano Ramalho o do Rio. Em Belo Horizonte Mauro França inicia o Fã-clube Massive Reggae. Em Recife aparece o Grupo Karetas. Edson Gomes na Bahia, Luís Vagner, Jualê e os Walking Lions em São Paulo começam a sua trajetória. Muitos outros grupos aparecem a partir da segunda metade dos anos 80, em grande parte por causa do estouro dos Paralamas do Sucesso, que sempre tiveram uma grande influência do reggae em sua música (o baixista Bi Ribeiro tem uma das maiores coleções de discos de reggae do país). No Maranhão, surge a Tribo de Jah. Os programas de rádio também tiveram grande influência na divulgação do reggae. Vale citar o "Batmacumba", do Nelson Meirelles e os programas de Maurício Valladares, no Rio, "Reggae Raiz", dos sólidos Jai Mahal e China Kane (até hoje no ar, na Brasil 2000), "Disco Reggae" (ver marca acima), de Otávio Rodrigues, de São Paulo, "Reggae Special", de Ray Company (também no ar até hoje, na Ouro Negro FM) em Salvador e muitos outros (como as dezenas de programas que existem há anos em São Luís, produzidos por radialistas como Fauzi Beydoun - líder da Tribo de Jah, Carlos Nina, Ademar Danilo, entre outros). Veja uma lista de programas de rádio brasileiros e estrangeiros de hoje noRadio Reggae).

Otávio Rodrigues e China Kane (em pé); Jai Mahal (agachado)

Nos anos 90 os shows internacionais voltaram a acontecer no país, graças aos esforços de batalhadores comoGeraldo Carvalho, de Curitiba, e outros que mostraram que o reggae ao vivo tem mercado no Brasil. Bandas como Cidade Negra e Skank levaram o ritmo a um novo público, fazendo sucesso em todo o país e iniciando carreira internacional. Tribo de Jah e Edson Gomes (foto) também levam um grande público a suas apresentações. O número de bandas se multiplicou e citar todas seria impossível, o mesmo acontecendo com as pessoas que batalharam e batalham pela divulgação do reggae (como Gilberto Gil, que sempre toca versões de Marley em seus shows e estava planejando lançar um Cd somente com os clássicos do rei do reggae). Apesar da má-vontade das gravadoras e dos programadores de rádio, o ritmo de Jah possui um público cativo no Brasil que só tende a crescer, passando ao largo dos modismos que marcaram o mercado musical brasileiro nos últimos anos. Presente na maior parte do Brasil real e no virtual (é só dar uma olhada nas nossas seções de links, que podem ser acessadas acima, apenas uma pequena parte do que existe na rede) o reggae ainda vai dar muito o que ouvir, ver, ler, cantar e falar.

MATO SECO


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SOLDIERS OF JAH ARMY


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SOLDIERS OF JAH ARMY


01

NATIRUTS



THE CONGOS



01

SOLDIERS OF JAH ARMY



01- Revolution
02- Reality
03- Non Partial Non Political
04- Look Within
05- Rasta Courage
06- Peace In A Time Of War
07- Creeping In
08- Brothers And Sisters
09- True Love
10- Jah Atmosphere
11- Mother Earth
12- Forgive Don't Forget
13- Did You Ever
14- Time Come Due
15- The End

PITER TOSH & BOB MARLEY




DON CARLOS



Ziggy Marley - Love Is My Religion

~Ding ding~by Lucky Dube


Helio Bentes sentado ao lado de cedric myton !

pra mim?, depois de bob marley, esses são oss do reggae .
 rei

Cifras entrevista Ponto de Equilibrio



Documentário Ponto de Equilibrio

Liberdade em Neves - Ponto de Equilibrio

Este video mostra a banda ponto de equilibrio voltando numa carceraria onde o baterista da banda foi preso por plantar 10 pés de cannabis. veja: 

 

Não poderia faltar né, Filho do rei . CD - Ziggy Marley




Pedra, com as feras jamaicanas do Reggae Roots.

Taí Banda Roots Brasileira, representando o Brasil
no Rototom Sunsplash na Europa em 2008.
Soundtrack em arquivo unico .mp3

 
Alguns dos melhores sons do lendario Bob Marley.
Positive vibrations!!!

 
Coletanea para fortalecer a alma com boas vibrações.
Good vibes  

Clinton Fearon - Feelin' The Same *--------------------*

Taí, novidade de Clinton Fearon, seguindo cada vez mais
forte em sua carreira Solo e mantendo a mesma
qualidade de sempre, desde a era dos Gladiators!!!
Destaque para a  Faixa 3 - Um lar longe de Casa, feita em
homenagem ao Brasil, com refrão cantado em Português.
Fala de nossas terras como um dos lugares mais
parecidos com sua terra natal Jamaica!!! 
Confiram!!! Good Vibes!!!


Nasceu em Kingston, Jamaica, o considerado príncipe da música reggae - Dennis Emmanuel Brown.
Nascido em familia de classe média, mesmo com desejos contrarios do pai, seguiu forte em seu caminho no cenário Reggae da Jamaica. Começou a carreira aos doze anos, com a gravação do primeiro single "Love Grows", seguido de "No Man Is An Island" em 1969, primeiro sucesso de Dennis na ilha. Segue-se "If I Follow My Heart", também para o Studio One de Clement Dodd. Em plena década de 70 sucessos atrás de sucessos foram gravados para produtores como Derrick Harriot, Winston "Niney" Holness conhecido como "Niney, the Observer", Joe Gibbs, destaque para este período em que Dennis Brown trabalhou com este produtor. Foram talvez os melhores trabalhos dos trinta anos de carreira, "Visions" de 1977, "Words of Wisdom" de 1979. "Joseph’s Coat Of Many Colors" de 1980, "The Prophet Rides Again" de 1983 e "Love’s Gotta Hold On Me" de 1984 são verdadeiros LPs clássicos. "Spellbound" que inclui a canção "Sitting and Watching" produzida por Sly & Robbie, renova o sucesso conseguido na década anterior. A mesma dupla viria a produzir também o álbum "Revolution" em 1985, LP que ínclui a canção romântica "Have You Ever" e claro o tema que dá o nome ao registo. Entrávamos no período digital, gravou em 1985 - "The Exit" para Prince Jammy’s, em 1986 o excelente "Wild Fire" em dueto com a estrela John Holt, e ainda teve tempo para compartilhar canções com amigos como Freddie McGregor, Gregory Isaacs, etc, etc. Muito mais havia para escrever, mas melhor que escrever acerca de Dennis será mesmo ouvi-lo, por isso dirija-se as discotecas habituais e confira o testamento musical que esta lenda nos deixou. Dennis Brown falece em julho de 1999, logo após ter visitado nosso país.
Vida longa no Reggae a Dennis Brown!!!!
Jah Bless!!!
Novo álbum da banda carioca Ponto de Equilibrio.
Reggae Roots Brazuca!!!
Stone!!!


Pedra do grande Max Romeo!!!

Ta aí, Hugh Mundell - Pedra de peso.

Em 1978, Hugh Mundell grava o "Africa Must Be Free By 1983", estabelecendo rapidamente seu nome como uma estrela do Roots Reggae em ascendência. O álbum "Blackman’s Foundation" é outro destaque não só em sua carreira mas também na história do Reggae. Em 1983, aliás o mesmo ano escolhido para a emancipação da Africa, ele foi baleado e morto aos 21 anos sentado sobre um carro com Junior Reid, após uma discussão sobre um refrigerador.


Coletanea de peso de Peter Broggs.
Stone in Head!!!


Pedra de primeira qualidade, acústico com os melhores do Reggae.
Vale apena conferir!
Jah Bless!

vale a pena escutar *-*




Novo clipe da Banda Ponto de Equilibrio, com participação mais queespecial de uma das lendas vivas do Reggae Jamaicano: DON CARLOS.
Clipe oficial da musica Stay Alive, confira:


sábado, 30 de julho de 2011

JAH VIVE !!!!!




ARTIGO SOBRE A MÚSICA JAH LIVE                          
O Jornal "Daily Gleaner" preconizava que Jah estava morto.

A forma esguia de Bob mal era visível à pouca luz emitida pelos escassos spots do estúdio de gravação de Harry J no número 10 da avenida Roosevelt em Kingston. Vestindo uma camisa de algodão marrom, calças de brim e requintadas botas de camurça, ele se postava de mãos nos quadris no meio do abarrotado estúdio de pé-direito alto. Uma delicada nuvem de fumaça subia de um spliff em sua mão, circundando-lhe a cabeça reclinada de onde pendiam os dreadlocks enquanto ele se concentrava. O relógio da parede marcava 10:30 de uma certa noite no mês de setembro de 1975.

As gravações para o disco Rastaman Vibration dos Wailers haviam sido deixadas de lado para permitir um projeto especial, de emergência. O engenheiro Sylvan Morris, um negro corpulento e solene, sentava-se envergado sobre a mesa de dezesseis canais no lado de lá do painel de vidro sujo que separava a cabine de controle do estúdio; ele pegou uma garrafa bojuda de Dragon e tomou um gole enquanto aguardava algum sinal para dar início à fita. Não se ouvia nada, exceto a deglutição de Sylvan, seguida de um arroto abafado.

Talvez tenham-se passado dois minutos até que Bob levantou a juba de Medusa. Ele colocou os fones de ouvido, deu uma tragada de encolher as bochechas no spliff e fez um aceno com a cabeça. Uma trilha instrumental que os Wailers tinham feito à tarde começou a jorrar dos gigantescos monitores pendurados acima da mesa de mixagem.

Havia um padrão de bateria, um baixo entorpecente pilotando a bateria, e uma guitarra rítmica em surdina. Bob deu um passo rápido em direção ao microfone e paralisou as dez pessoas que se amontoavam na cabine do engenheiro quando começou a cantar:

Selassie lives! Jah-Jah lives, children!
Jah lives! Jah-Jah lives!
Fools sayin’ in dere beart,
Rasta yar God is dead
But I&I know ever more
Dreaded shall be dreaded and dread...’

Os rostos de Family Man e Carly se congelaram num amplo sorriso beato que eles compartilharam com os outros presentes: Al Anderson; Lee Perry e sua esposa; Rita; Marcia Griffiths e sua amiga Judy Mowatt, ex-vocalista do grupo Gaylets e terceira integrante de um trio recém-formado chamado I-Threes – o novo grupo vocal de apoio dos Wailers; além de dois recentes acréscimos a estes, o organista Bernard “Touter” Harvey e Earl “Chinna” Smith na guitarra base. Ninguém se mexia, todos com os olhos pregados na figura magricela do outro lado do vidro. Sua cabeça esbelta jogava para trás e ondulantes guirlandas de uma espessa fumaça branca exalavam de suas largas narinas enquanto ele pleiteava devoção atemporal ao Jah Rastafári.

O 65º aniversário da lenda do reggae


  06/02/2010
O 65º aniversário da lenda do reggaePor Paul Ricard PARIS (AFP)


A lenda do reggae rastafári Bob Marley ascendeu ao status de superstar numa carreira cruelmente interrompida pelo câncer, em músicas que se destacaram pela defesa dos direitos dos oprimidos e sua visão de uma humanidade unida e em paz.
 

Marley, que celebraria seu 65º aniversário no dia 06/02, morreu aos 36 anos em 1981, deixando um impressionante legado musical que continua a influenciar os principais artistas do mundo até hoje.
Marley foi o filho mais conhecido da Jamaica e o primeiro verdadeiro 'superstar' a surgir no mundo em desenvolvimento, num subúrbio pobre de Kingston.
Depois de se iniciar na música ska e de gravar algumas canções em 1962, Marley formou com outros cinco músicos o grupo The Wailers, em 1963.

Bob Marley and The Wailers, que incluia Bunny Livingston e Peter Tosh, se tornou ao longo dos 20 anos seguintes o grande responsável pela ampla aceitação do reggae pela mídia.

Inicialmente assinaram contrato com o Studio One, mas em 1966 Marley, que se casou com sua namorada, Rita, deixou a Jamaica para uma curta viagem aos Estados Unidos, onde sua mãe morava.

Foi ao voltar, em outubro daquele ano, que ele abraçou a religião Rastafári, que tem como líder espiritual o ex-imperador etíope Haile Selassie, conhecido como Ras Tafari.

Marley foi de fato um missionário dos Rastas, pregando paz e irmandade para toda a humanidade. Mais tarde, ele foi batizado na Igreja Ortodoxa etíope com o nome de Berhane Selassie.

Embora a religião Rastafári fosse uma combinação do Cristianismo e do Judaísmo, era polêmica por defender o uso da maconha como rito religioso. Era proibido aos seguidores cortar o cabelo e ingerir bebidas alcoólicas.

                                                                                                                     Continua........




 Escrito por Wil Zion às 09h14
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2ª Parte

Em 1972, Marley assinou contrato com o selo Chris Blackwell's Island Records, altamente influente e inovativo, que impulsionou vários artistas de sucessos, entre os quais Genesis e John Martyn.

Naquela época, a fama de Marley tinha se espalhado pela Jamaica, mas ele continuava desconhecido na cena internacional.

Isto mudou com o lançamento de "Catch a Fire", o primeiro álbum dos Wailers a ser lançado fora da Jamaica, que foi aclamado internacionalmente. O sucesso se seguiu, um ano depois, com "Burnin'", que continha o hit "I Shot the Sheriff."

Bunny Wailer e Peter Tosh deixaram o grupo, mas a esposa de Bob, Rita, entrou depois. Em 1974, o lançamento do álbum "Natty Dread", que continua outro hit da banda, "No Woman, No Cry", levou-os ao sucesso.

Quanto mais mergulhava na religião rastafári, mais as canções de Marley se voltavam para temas de justiça social, tais como "Get up, Stand up".

Em 1976, ele foi ferido com um tiro no que se acredita que tenha sido um ataque motivado por política, em meio a um clima de agitação que dominava a Jamaica na época, mas esta hipótese nunca foi provada.

No ano seguinte, Marley descobriu um ferimento no dedão do pé direito e pensou que tivesse sido causado durante uma partida de futebol. Mas um exame de rotina revelou que ele tinha uma forma de câncer de pele se desenvolvendo debaixo da unha.

Devido à sua fé, ele inicialmente recusou se tratar. Em 1980, se apresentou pela primeira vez na África e participou das celebrações pela independência do Zimbábue.

Mas ao fim daquele ano, durante uma série de concertos em Nova York, ele desmaiou. Procurou ajuda, mas então já era tarde pois o câncer tinha se espalhado para o cérebro, os pulmões e o fígado.

Em seu último álbum, "Uprising", está a triste "Redemption Song", que ele canta sozinho com sua guitarra. E então ele sucumbiu à doença. Magérrimo e com os cabelos curtos que em nada lembravam seus famosos dreadlocks, Marley morreu em 11 de maio de 1981.

Mas sua morte precoce lhe garantiu um lugar entre as lendárias personalidades da música popular que se destacaram no século 20, como Elvis Presley e Jim Morrison, e a eternidade, através de sua música e de sua figura estampada em milhares de camisetas e pôsters em todo o mundo.
A musica Ponto de Equilíbrio representa a busca eterna ao nosso equilíbrio mental e espiritual através de nossas crenças. Essa mensagem pode ser captada em "jamais perca seu equilíbrio por mais forte que seja o vento da tempestade, busque no interior o abrigo" e "eu e eu buscando o ponto de equilíbrio, entre nós e eu o eu dos irmãos que andam no mesmo caminho".
Essa música contém uma mensagem especial para aqueles que usam dreadlocks e por isso se intitulam rastafaris, mesmo sem fazer idéia do que seja essa afirmação tão séria. Mostra que o sentimento e filosofia rasta não são  alcançados através da aparência e sim pelo coração e alma: "de que valem os dreads, de que valem, se as palavras são em vão, o que lhe faz um rasta é alma e o coração.”


Marcio Sampaio - guitarra base (Banda Ponto de Equilíbrio)

Mensagens do Rei



Mensagens de Paz de quem foi e sempre será o maior Superstar do Terceiro Mundo: Bob Marley
> O governo diz: "Não, você não deve fumar maconha porque vai te deixar rebelde..." Rebelde contra o quê?
> Nesse grande futuro, não podemos esquecer do nosso passado
> Até que a filosofia que mantém uma raça superior e outra inferior, seja finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada... GUERRAS....
> Veja a situaçao real, nação luta contra nação, quando isso tudo começou, quando isso tudo vai acabar, parece que a destruição total é a única solução
> Emancipe-se da escravidão mental, nenhum mas nós mesmos podemos libertar as nossas mentes
> Quando morrer quero ser cremado, e que as minhas cinzas alimentem as ervas e que as ervas alimentem as mentes de outros loucos como eu
> Temos que expulsar esses carecas loucos da cidade
> Nós somos os filhos do Rastaman! Nós somos os filhos do Superior!
> África, une-te, por que nós estamos saindo da Babilônia, e vamos para a terra do pai
> Esta manhã eu acordei com uma sirene, oh deus, eu era um prisioneiro também
> Get up, stand up, stand up for your rights, don't give up the fight!
> Uma coisa boa sobre a música é que quando ela bate você não sente dor
> Se você pensar bem, vai ver... que a maconha é uma planta...!
> Se o mundo fosse perfeito todo dia faria sol, todo mar quebraria onda, toda música seria reggae e toda fumaça faria a cabeça...
> Queria que o mundo se acabasse em chamas para que eu fumasse meu último baseado.
> Para que beber dirigir quando você pode fumar e voar....
> Para que ter os olhos verdes se o vermelho dos meus olhos vêm do verde da natureza...



Mulheres no Reggae



  Izabella Rocha (Banda InNatura)

Não é de hoje que as mulheres lutam por seu espaço na sociedade, e independente do campo onde atuam conseguem um destaque todo especial, e claro que na música não seria diferente. Desde a época do Mento, Ska, Rocksteady até o Reggae que conhecemos hoje, a cena sempre foi praticamente toda preenchida por homens. Apesar dessa predominância masculina, a história da música jamaicana mostra que grande parte das mulheres que investiram numa carreira alcançou uma repercussão,

Muito antes das mulheres “estourarem” para o mundo, a voz feminina no reggae começou a se difundir de fato através da delicadeza dos backing vocais. Isso se deu principalmente através das I-Threes, trio vocal formado por Rita Marley, Marcia Griffiths e Judy Mowatt, e que acompanhava nada mais nada menos que o ícone Bob Marley. Rapidamente, o que se restringia aos "backs" das composições de Bob Marley & The Wailers se tornou voz principal de carreiras bem consistentes, estimulando outras mulheres a acreditarem que era possível. Este estímulo acabou causando o que chamamos de “explosão feminina” .

E nessa "sensível" invasão temos como principais representantes as belas e talentosas Anamaria Ribeiro e Vilma Helena Ribeiro do Namastê, Aline Duran, Soraia Drummond (que já gravou na Jamaica com grandes nomes), além de Molly Rose, que mesmo sendo americana é vocalista da banda brasileira Red Meditation. Então atenção mundo machista: deixe cair por terra os bobos preconceitos contra o "sexo-nada-frágil" e se rendam à sensibilidade e capacidade da mulher no trabalho, nos esportes, no reggae e na VIDA.

Confira abaixo uma seleção de nomes que também fazem parte dessa história :


  • Filosofia Reggae
  • Emergent’s
  • Mulheres do Reggae
  • Mahatma
  • Izabella Rocha - Banda InNatura
  • Carú - Banda Emboscada
  • Renatha - Banda Reação Positiva
  • Célia Sampaio
  • Luciana Simões
  • Dezarie

                                Reggae Roots - Namastê

         
                                              

Fonte: www. surforeggae.ig.com.br