segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Boa noite pessoas;
Um novo estudo em ratos descobriu que a ativação do receptor afetado pela maconha pode reduzir drasticamente o consumo de cocaína. A pesquisa sugere que as novas drogas anti-dependência podem ser desenvolvidas com versões sintéticas do canabidiol (CBD), o componente da maconha, que ativa o receptor – ou mesmo usando o composto purificado natural em si.
Pesquisadores acreditavam que o receptor, conhecido como CB2, não era encontrado no cérebro e que, portanto, CBD não tinha efeitos psicoativos. Mas um número crescente de pesquisas sugere o contrário. Depois de THC, CBD é o segundo componente ativo mais presente na maconha.
O estudo descobriu que o uso de JWH133, uma droga sintética que ativa o receptor CB2, reduziu a administração de cocaína intravenosa em camundongos entre 50 e 60%.
“É uma redução muito significante” disse Zheng-Xiong Xi, autor do estudo e pesquisador do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas.
JWH133 vem com algumas outras características que o tornam um candidato atraente como um tratamento anti-vício em potencial. Não parece produzir nem uma experiência negativa ou positiva, o que é fundamental se quiser se tornar um útil e politicamente aceitável opção anti-vício. Enquanto camundongos que receberam drogas como cocaína ou heroína passavam mais tempo no lugar onde estavam dopados (aparentemente esperando por mais), os ratos que tomaram o JWH133 nao desenvolveram tal “preferência por lugar”. Nem mesmo evitaram o local ounde lhes foi dado o JWH133, o que acontece quando os ratos que recebem drogas as acham desagradáveis.
Uma pesquisa etnográfica feita por Ric Curtis, cadeira de antropologia da John Jay College, em New York, sugere que, os dependentes podem ter saido à frente dos pesquisadores ao descobrir esta propriedade em potencial da maconha. Pesquisas nacionais descobriram que o uso de crack diminuiu no início de 1990, enquanto o uso da maconha subiu – e Curtis descobriu que muitos usuários de crack substituiram deliberadamente crack por maconha, procurando uma chapaceira mais leve e menos destrutiva.
O sucesso da substituição do crack pela maconha pode estar relacionado com o CBD e a ativação do receptor CB2? “Essa é uma questão muito difícil”, disse Xi, acrescentando que por enquanto nós ainda não sabemos, mas suspeita que o THC pode estar envolvido. “Isso soa mais como substituição, usando uma droga menos viciante para substituir uma droga mais viciante”, diz ele.
O próximo passo é descobrir quais são os efeitos colaterais deste componente. Curiosamente, outros estudos sugerem que JWH133 – e, portanto, potencialmente, o CBD – podem prevenir o desenvolvimento das placas no cérebro associadas à doença de Alzheimer. Também parece ter efeitos antipsicóticos.
Fonte: Cannabis Culture.

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